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Doce_SSA, Pollinating Urban Meliponary Network in the city of Salvador

local: Salvador – Bahia – Brasil
ano: 2018 – 2019
autoria: George Almeida
colaboradores: Como colaboradores contamos com a especial contribuição de mais de 60 voluntários, fornecedores e especialistas de diversas áreas convergentes a AU, a listar: Carla Teixeira, Claudia Carapiá, Roberto Soares, Wilza Santana (organização); Lorena Dantas e Marilia Simões (mídias sociais e imprensa), Arq. Ludmila Gomes, Arq. Matheus Rocha, Arq. Raffaela Grossi, Estag. Arq. Marina Novais (arquitetura); Eng. Robson Racaes – Racaes engenharia (consultoria estrutural); Andrade (marceneiro); Antônio Silva (construtor); Denilson Santos (construtor); Ailton Silva (soldador); Eliseu Anjos (eletricista); Karleonio Santos (pintor); Sr. Severo (carpinteiro); Matheus Trindade (biólogo); Carola Lima (biólogo); Pedro Viana (meliponicultor e zootecnista); Ricardo Designer (design camisas); Kel Konduru (artista plástica); Antônio Castro (fotógrafo); Eber Paz (fotógrafo); Fabricio Lemos (chef gastronomia – Restaurante Origem / Instituto Ori); Dr. Marcio Campos – FAUFBA; Prof. Dra. Favizia Freitas de Oliveira – Laboratório de Bionomia Biogeografia e Sistemática de Insetos – BIOSIS / IBIO /UFBA e graduandos do referido curso (oficinas); graduandos do curso de zootecnia da UFBA, UNIJORGE e Universidade Católica; Prof. Dr.Rogério Alves – IFBaiano (oficinas); Grupo Curiatã (músicos); Cooperativa dos Criadores de Abelhas do Brasil – COOPECAB (Caixas / colônias produtos abelhas); Aceiro (Artefatos metálicos colmeia Doce SSA); Corte Certo (Corte arte chapa colmeia Doce SSA); Gocortes (Moldes corte CNC e comunicação visual); Matiz Tintas e Futura Tintas (Tintas); Petrochem (Chapas e telhas de Policarbonato); Rita Souza Paisagismo e Arte (Paisagismo); Chef Fit Cozinha Saudável (Alimentação saudável); Venturoli (Peças de madeira eucalipto); Amô Jardinaria(Paisagismo); Apoio ambiental (recicláveis).

prêmios:

projeto selecionado via edital público Festival Virada Sustentável Salvador 2018

projeto exposto no 21° Congresso Brasileiro de Arquitetos 2019

prêmio Instituto dos Arquitetos do Brasil departamento Bahia, categoria projeto Salvador , 2019

projeto exposto no 27° Congresso Mundial de Arquitetos – UIA 2021 RIO

projeto selecionado ODS 15 – 1º Guia IAB para a Agenda 2030

fotos: Carol Sylos / Eber Paz360 arquitetura

Mais infos:

https://www.archdaily.com.br/br/931528/rede-de-polinizadores-urbanos-arquitetura-a-servico-da-conservacao-socioambiental-em-salvador

https://www.iabsp.org.br/guia_iab_agenda_2030.pdf.

https://www.acsa-arch.org/chapter/doce_ssa-pollinating-urban-meliponary-network-in-the-city-of-salvador-2/

 

Doce_SSA

Pollinating Urban Meliponary Network in the city of Salvador

In a vital and sometimes hidden role, bees maintain terrestrial ecosystems through pollination, enabling the recovery of native flora and accounting for about 75% of food crops in the world. Motivated by anthropic action, their decline is a global issue. Taking advantage of a strong local context for urban resilience, the activism of several agents and the expansion of rational keeping of Brazilian stingless bees, named Meliponiculture, the Studio 360arquitetura proposes the Doce_Ssa as an “unsolicited” architecture, in an intense participatory transdisciplinary process, also evolving towards Municipality’s interest. As a pilot action of coordinated design, a network of pollinating urban meliponaries is proposed for the city of Salvador, in order to house and promote the multiplication of native bees. The basic architectural project, supported by a principle of urban acupuncture, comprises microarchitectures strategically linked to local programs – urban parks, school and community vegetable-gardens and orchards, and Candomblé “Terreiros” (afro-Brazilian worship terrain) – becoming centers of pollination and environmental education. Urban green spaces and areas for social engagement are articulated for this new mission, enhancing the project and the range of action and flight of the main bee species adopted for it, the Melipona Scutellaris, which is up to 3-4km. In a provocative inversion of the city – architecture – object relationship, Doce_SSA inspires a promising low-cost, high-impact design strategy, based on nature, to mitigate the climate emergency and the need for cities to adapt, while bringing people closer to these extraordinary social insects.

Doce_SSA

Rede de Meliponários Urbanos Polinizadores da cidade de Salvador

O Doce_Ssa nasceu como ação na Virada Sustentável 2018 Salvador, lastreado pelos 17 ODS ONU, evoluindo para o interesse da agenda da Municipalidade.

O confronto com o Projeto Honey Factory – projeto italiano de biomonitoramento urbano e didática ambiental, baseado na Apicultura (criação de abelhas com ferrão) – foi que revelou a Meliponicultura, no lugar da Apicultura, como protagonista na realidade brasileira em todo seu potencial de promoção de desenvolvimento sustentável. Por serem espécies com o ferrão atrofiado, incapazes de ferroar o ser humano, nossas abelhas nativas podem estar presentes na zona urbana, em espaços públicos. Este aspecto influenciaria definitivamente a arquitetura proposta nas especificidades do território e cultura local.

A Meliponicultura, criação racional de Abelhas nativas “sem ferrão” (ANSF ou meliponíneos), por sua vez, é uma atividade em expansão, de utilidade pública e de essencial interesse para o meio ambiente e para agricultura familiar e empresarial.

Na Bahia, como panorama favorável, o intenso ativismo de diversos agentes resultou na recente regularização da atividade no Estado (lei 13.905/2018), permitindo a implantação de Meliponários, visando atender finalidades socioculturais, pesquisa científica, fomento, educação ambiental, conservação, exposição, reprodução e comercialização de seus produtos e subprodutos, demonstrando assim a potencial multiplicidade programática para arquitetura.

Mais do que delicioso mel, as abelhas prestam um significativo serviço ambiental com a polinização. Sem esse processo muitas plantas não produziriam sementes e frutos e não se reproduziriam para garantir o crescimento e a sobrevivência da vegetação nativa ou a produção de alimentos.

Atualmente vivem sob os domínios da Mata Atlântica mais de 72% da população brasileira, sendo que cerca de 87% deste importante bioma foi reduzido com recorrentes supressões vegetais. A nossa qualidade de vida depende, em grande parte, da manutenção e recuperação dos remanescentes deste, que mantêm os mananciais que abastecem as cidades, ajudam na regulação do clima, da temperatura do solo e protegem encostas e morros.

A acelerada expansão urbana vem reduzindo o habitat natural e consumando o holocausto de colônias de ABSF, aumentando o risco de quebra de safra de alimentos por falta de polinizadores no mundo, como já vem ocorrendo na Europa, Ásia, EUA e no Brasil, em virtude do grande consumo de agrotóxicos.

A implantação de Meliponários, que possibilita multiplicação de colônias de ABSF, pretende reverter esse quadro numa estratégia de resiliência de comunidades. A proposta arquitetônica piloto contempla a rede a partir das “micro-arquiteturas”, da multiplicação dessas compondo espaços públicos articulados com programas locais: parques urbanos, hortas e pomares comunitários urbanos, hortas e pomares escolares,  terreiros de matriz africana. O “pequeno pavilhão” temporário, palco do evento da Virada Sustentável, por sua vez intencionava uma amostra da macro arquitetura do edifício-sede gestor da rede, proposto no principal parque urbano de Salvador, Parque da cidade Joventino Silva.

Numa provocativa inversão da relação Cidade – Arquitetura – Objeto é então proposto o Doce_ssa, colocando a arquitetura a serviço da Meliponicultura, evidenciando abordagens que se entrelaçam: abelhas nativas sem ferrão, biodiversidade, patrimônio genético e cultural, empreendedorismo, economia familiar, educação ambiental, qualidade de alimento e de vida, espaços verdes, cidades habitáveis resilientes.

 

criação: TANTO
desenvolvimento: Diego Fox